
Star Ocean: Integrity and Faithlessness, jogo já lançado a 31 de março deste ano para PlayStation 4 (e que será lançado dia 28 deste mês para a PlayStation 3) no Japão, chega no próximo dia 1 de julho ao mercado europeu, marcando, simultaneamente, a quinta entrada na série principal e um retorno da mesma, após 7 anos sem lançamentos.
Numa entrevista ao site GameSpot, Shuichi Kobayashi, produtor do jogo, explicou quais os seus objetivos com este jogo e como espera que o jogo seja recebido. Ao mesmo tempo que não nega a importância de outras séries mais famosas da Square Enix como Final Fantasy, Kingdom Hearts ou Dragon Quest, Kobayashi defende que séries mais pequenas como Star Ocean também merecem atenção e lamenta o facto de estas estarem a ser a pouco e pouco direcionadas apenas para o público mais casual dos jogos mobile.
O produtor continua, afirmando que o mercado japonês está a encolher e que os produtores japoneses devem tentar (como tem acontecido mais recorrentemente nestes últimos anos) trazer as suas ideias para o Ocidente também. Kobayashi acredita que esta situação se complicou ainda mais quando, na última geração, os produtores japoneses tentaram incluir nos seus jogos aspetos que achavam que iriam apelar aos jogadores ocidentais, em vez de criarem o que realmente achavam que era melhor.
Na contramão desta tendência, o produtor refere Dark Souls: « Por exemplo, vejam Dark Souls: é de uma criadora japonesa mas tem vendido bem mundialmente. É porque eles (From Software) voltaram à ideia que estão a criar o que acham ser o melhor», referindo ainda que adotou a mesma posição com este jogo: «Para o Star Ocean, eu quis voltar a esses fundamentos de novo e criar um jogo que eu penso que seja bom».
Desta maneira, Kobayashi espera que estes novos JRPGs (Role-Playing Games produzidos no Japão) consigam reviver o mercado japonês e acabar com a tendência de abandono das consolas. Para isso, Kobayashi refere que atualmente se está a seguir num bom caminho, visto que os JRPGs agora figuram em espaços mais ligados à cultura japonesa em que controlamos um personagem que parece sair de um manga ou anime.
O produtor de Star Ocean: Integrity and Faithlessness falou ainda sobre outros problemas envolvendo o mercado de consolas e as localizações de jogos japoneses e que poderão encontrar na entrevista original (aqui).
Entretanto foi lançado mais um vídeo de gameplay da versão inglesa deste jogo, com aproximadamente 70 minutos de duração e que mostra os momentos iniciais do enredo e entretanto dá um salto para um trecho de jogo que decorre passadas 10 horas: