AOC AGON PRO AG326UZD2 – Análise

O AG326UZD2 apresenta-se como a mais recente estrela da gama premium da AOC. Com um extraordinário painel de generosas 32 polegadas, vamo-nos debruçar sobre o que o torna especial.

Começando pelas características técnicas do painel, estamos num cenário sem compromissos para gaming. 32 polegadas, resolução 4k, 240hz e 0.03ms de resposta. 4ª geração de painéis Penta Tandem QD-OLED, certificação HDR True Black 500, 1000 nits de pico de luminosidade, 10-bit de cor, G-Sync e Adaptive Sync. Basicamente, tudo o que poderíamos querer de um monitor de topo.  O ecrã tem ainda um tratamento antirreflexo DarkShield 3.0 muito convincente.

Mas vamos dar um passo atrás e analisar o primeiro contacto no unboxing. Desde logo fiquei surpreendido pelo tamanho reduzido da caixa, quando comparado com outros monitores do mesmo tamanho. A AOC conseguiu fazer um empacotamento bastante compacto, que de resto é muito semelhante a outras caixas da marca. Temos a típica caixa interior com documentos e cablagem, contando com: 1 cabo USB-C para USB-C (65W), 1 Display Port 2.1, 1 HDMI 2.1 e um cabo de alimentação (sem necessidade de caixa externa). Temos ainda uma interessante base, plana e que ocupa relativamente pouco espaço. Olhando antes de montar, quase pensamos que magia foi usada para suportar tamanho monitor, mas depressa percebemos que é bem pesada, apesar de relativamente fina. Foi algo que gostei imediatamente ao montar, dado que permite manter o espaço bastante organizado. É muito agradável, e comparando com os pés piramidais de outros modelos AGON PRO ganha claramente. A montagem é simples e o suporte permite ajustar em altura com bastante amplitude, e ainda rodar na vertical. A possibilidade de tilt horizontal também é bem-vinda.

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Ainda na caixa, temos ainda algo que salta à vista, um adaptador relativamente grande para VESA. Isto deixou-me de pé atrás e foi algo que não gostei, dado que costumo usar os monitores num suporte de braços para vários. Fica a ressalva que se forem usar outro stand, com base na montagem VESA, é possível, mas precisam de usar o adaptador, que não é particularmente elegante e pode ser desafiante de alinhar com outros. Se ficarem pelo stand incluído, estão mais bem servidos.

Montado o monitor, é difícil ficar indiferente desde logo ao design. Os bezels são bastante reduzidos e o monitor é minimalista, apenas com AGON na borda inferior. O acabamento é muito interessante, sendo brilhante, mas com muito poucos reflexos, mesmo desligado. A traseira também está bem conseguida, e é daqueles monitores que é uma pena ficar de costas para a parede. Os leds incluídos são relativamente difusos e ocupam uma forma semelhante à base, como podem ver nas fotografias.

Depois de montado, é preciso ligar tudo. Do lado da conectividade, este AG326UZD2 tem 2 portas HDMI 2.1, uma DisplayPort 2.1, 1 USB-C (com DP Alt Mode e carregamento de 65W), 2 USB-A, 1 USB-B (upstream) e jack de áudio. Sendo um topo de gama e um monitor com tão poucos compromissos, aqui foi onde senti mais, de uma forma até algo desnecessária. A oferta com KVM é normal e bem-vinda, mas apenas duas portas USB-A limitam bastante a conectividade e quase obrigam a um segundo hub se tivermos micro, câmara, rato e teclado que queiramos alternar sem mexer em cabos. Também gostava de ver duas portas DisplayPort nesta gama, mas aí não penalizo tanto. Disto isto, toda a conectividade é moderna e a funcionalidade KVM é impecável. Ainda que tenha usado um hub (ligado ao próprio monitor), alternar entre o portátil e o desktop funciona perfeitamente.

Agora sim, tudo montado e ligado… E que extraordinário monitor. Por muito que pequenas coisas na montagem possam ter desapontado, mal o vemos ligado não voltamos a pensar nisso. Se nunca usaram OLED como monitor principal, a experiência é transformativa. As cores são fantásticas, os pretos são perfeitos, bem como a nitidez e contraste. É quase gratuito estar a descrever, porque é realmente do melhor que há disponível no mercado e difícil de criticar. O painel Samsung é muito popular e é possível encontrá-los em várias marcas, cada uma com a sua calibração, mas a base é extremamente sólida e isso vê-se imediatamente.

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Se já usavam ou experimentaram outros painéis OLED, uma das limitações costuma ser o brilho, mas este QD-OLED não mostra qualquer problema nesse campo. Para o explorar ao máximo, temos o HDR, que no Windows é sempre algo ingrato de calibrar. O monitor oferece alguns modos de filme e jogo, mas a minha recomendação é mesmo o modo “DisplayHDR” e calibrar no dispositivo, sendo que o modo “Peak” tem os maiores picos, mas só o justificaria em demos ou num filme HDR.

Com as duas portas HDMI 2.1, este monitor pode e deve ser utilizado como hub gaming e não só para o teu Desktop. As consolas de atual geração vão estar perfeitamente em casa aqui, e com as 32 polegadas podes ter uma experiência de consola confortável. O VRR funciona perfeitamente, assim como o HDR. Para uma PS5 ou Xbox Series, é uma fantástica experiência. Experimentei ainda uma Switch original, e ainda que não tenha as tecnologias de up-scaling comparáveis de uma TV, dado que o output neste caso é 1080p, o resultado surpreendeu pela positiva. É realmente difícil ter uma má experiência de visualização neste ecrã.

Usado como monitor principal de uma base de trabalho e gaming, o AG326UZD2 é muito completo e vai agradar em tudo o que lhe atirem. Para o trabalho, liguei um portátil apenas com o USB-C, que permite usar os periféricos alternadamente com o Desktop consoante a entrada selecionada (KVM). No uso diário, é muito confortável. Os 240hz e a tonalidade algo quente, aliado a uma excelente reprodução de texto fazem-nos um ótimo companheiro de escrita e trabalho.

Do ponto de vista gaming no PC, mais uma vez nota máxima. Latência não é sequer uma questão, e a dificuldade maior é mesmo ter um computador que consiga usar os 2160p a 240hz sem ser em jogos mais antigos. A claridade de movimento é muito boa e não se sente qualquer ghosting ou artefactos em jogos mais rápidos.

O som de um monitor não costuma ser um ponto forte, e aqui não temos grande surpresa. Ainda que tenhamos 2 relativamente generosas colunas de 8W, o som sai muito abafado, algo que até me parece fraca calibração de fábrica. É usável num aperto, e útil de ter, mas não recomendo.

A nível de funcionalidade da própria interface do monitor, temos o “velhinho” e reconhecível menu da AOC, e muitas coisas comuns de ver. Por esta altura já esperava uma nova versão, mas ainda responde às necessidades. Há possibilidade de PIP, que pode realmente ser útil nalguns cenários, bem como controlo do HDR e da luminosidade traseira, entre outros. Mas o que mais me chamou à atenção foram mesmo as várias funções de “OLED Care”, que aprecio. Este é ainda um dos problemas e maiores receios dos utilizadores, o malfadado burn-in. É por isso muito positivo ver tantas opções para mitigar e prevenir essa maleita. Experimentado coisas como pixel-orbiting, não notei grande impacto na performance. Para ver algo “estranho” só mesmo com todas as opções no máximo e a olhar cuidadosamente. A verdade é que o tamanho e densidade de pixéis ajudam, e por isso recomendo mesmo que usem uma ou várias das medidas, mesmo que no modo mais baixo, para garantirem a longevidade. A AOC está tão confiante na qualidade do painel e das medidas de prevenção que cobre burn-in na sua garantia de 3 anos.

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Opinião Final:

O AG326UZD2 é, do ponto de vista do painel, o melhor monitor que já usei. É fantástico em tudo o que mostra nos seus 8,294,400 pixéis, é bonito e porta-se impecavelmente mesmo em quartos luminosos. Os seus únicos compromissos estão na conectividade e montagem VESA, problemas que podem ser largamente ignorados para a maioria dos utilizadores.

Do que gostamos:

  • Design;
  • Tecnologia de painel sem compromissos;
  • Funcionalidades para longevidade;
  • Tratamento antirreflexo.

Do que não gostamos:

  • Conectividade de topo mas limitada nas portas;
  • Adaptador VESA pouco elegante.

Nota: 9/10

Análise efetuada com equipamentos cedidos gentilmente pela marca para teste.


O AOC AGON PRO AG326UZD2 já está disponível nas lojas habituais pelo PVP recomendado de 999€.